Dólar recua e mercado aguarda sinal dos juros com cautela

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A semana começa com o mercado financeiro em alerta. Nesta segunda-feira (05), o dólar opera em leve queda, enquanto o Ibovespa registra baixa, refletindo a tensão em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Analistas avaliam que este é um momento de pausa antes de anúncios que podem mudar o rumo dos investimentos.


Dólar recua, mas clima ainda é de cautela

Por volta das 11h30, o dólar comercial era negociado a R$ 5,64, com leve queda de 0,11%. O movimento ocorre após a moeda já ter acumulado recuo de 0,41% na sexta-feira. Apesar da baixa, especialistas evitam comemorar.

A expectativa gira em torno do que o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve anunciarão nos próximos dias. Até lá, o comportamento do dólar deve seguir instável, com investidores priorizando movimentos defensivos.


Ibovespa perde fôlego após sequência de altas

Enquanto o câmbio cai, o Ibovespa recua 0,93%, atingindo os 133.876 pontos. A Bolsa brasileira sente o efeito da espera pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que pode aumentar a taxa Selic para 15% ao ano.

Segundo economistas, o temor da inflação persistente pode levar o BC a adotar medidas mais rígidas. Isso impacta diretamente o mercado acionário, já que juros mais altos reduzem o apetite por risco.


Estados Unidos também influenciam o clima

Nos EUA, o Federal Reserve deve manter os juros entre 4,25% e 4,50% ao ano, mas o foco está na mensagem que será passada ao mercado. A postura do banco central americano pode indicar se haverá novos apertos no futuro, o que afeta a rentabilidade dos investimentos internacionais.

Além disso, a recente política tarifária de Donald Trump acende um novo sinal de alerta. A aplicação de tarifas de até 100% sobre produtos e serviços estrangeiros aumentou o risco de tensões comerciais globais e traz reflexos para a inflação nos EUA.


Brasil busca diálogo após anúncio de tarifas

Em resposta ao movimento americano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu neste domingo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O encontro ocorreu em Los Angeles, e segundo Haddad, houve uma “abertura importante para o diálogo”.

O Brasil foi incluído na lista de países taxados em 10%. O governo tenta agora negociar os termos de um entendimento comercial, buscando proteger o setor produtivo nacional e manter boas relações com os EUA.