
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quarta-feira (27) que as denúncias de corrupção contra sua irmã, Karina Milei, são “mentirosas”. Em entrevista ao canal C5N, ele declarou que processará o ex-aliado Diego Spagnuolo, responsável por áudios em que acusa Karina de receber parte de um suposto esquema de propina.
Escândalo político
Os áudios divulgados pela imprensa mencionam subornos em contratos de medicamentos e citam Karina Milei e Eduardo “Lule” Menem, subsecretário de Gestão Institucional do governo, como beneficiários. Spagnuolo afirma que até 8% dos contratos eram desviados, o que representaria entre US$ 500 mil e US$ 800 mil por mês, sendo 3% destinados à irmã do presidente.
Operação da Justiça
No dia 22 de agosto, a Justiça argentina realizou buscas em endereços ligados ao caso e apreendeu carros, celulares, uma máquina de contar dinheiro e US$ 266 mil (R$ 1,5 milhão) em espécie. Até o momento, não houve prisões nem acusações formais, e a veracidade dos áudios segue sob investigação judicial.
Carreata sob ataque
Antes de comentar as denúncias, Milei participava de uma carreata em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, quando foi alvo de pedras e garrafas. O presidente precisou ser retirado às pressas do local.
Críticas à imprensa e oposição
Após o episódio, Milei acusou veículos de comunicação e parlamentares oposicionistas de amplificarem as denúncias para enfraquecer seu governo.