Com o aumento dos relatos de sofrimento emocional nos postos de saúde, a AFNE lançou uma nova ação para estimular a procura por atendimento logo nos primeiros sinais. A instituição lembra que alterações persistentes no humor, no sono ou no comportamento são indicativos de que algo não vai bem e merecem atenção imediata.
Pesquisas recentes mostram que os transtornos de ansiedade seguem entre os mais prevalentes no país. Dados oficiais também indicam que a depressão continua sendo um dos problemas de saúde mais comuns ao longo da vida. O impacto emocional deixado pela pandemia é outro fator que pressiona os serviços de saúde, com organismos internacionais registrando elevação global dos quadros de ansiedade e depressão.
Para responder à demanda crescente, os postos da AFNE vêm fortalecendo seus protocolos de acolhimento. A primeira etapa consiste em ouvir o paciente e identificar sintomas como insônia, irritabilidade, apatia ou pensamentos negativos. Em seguida, ferramentas de avaliação ajudam a identificar casos que necessitam de cuidado mais intensivo. Além disso, a equipe fornece orientações de autocuidado, incluindo ajustes na rotina, atividades físicas leves e exercícios respiratórios para reduzir a tensão.
A AFNE reforça que ignorar sinais persistentes pode intensificar quadros já existentes, como isolamento, alterações severas de sono e pensamentos autodepreciativos. Por isso, orienta que a população procure a unidade mais próxima sempre que perceber mudanças prolongadas no comportamento. Relatos simples sobre o início e a evolução dos sintomas ajudam a equipe na triagem. Pessoas que utilizam medicamentos devem levar a lista atualizada ao atendimento.
Em nota, a instituição destacou que seu compromisso é oferecer um espaço seguro e acolhedor. Um porta-voz afirmou que a escuta atenta e o encaminhamento adequado são pilares para garantir que cada pessoa receba o cuidado necessário.
