Revista Poder

Trump anuncia que EUA terão ações terrestres na região do Caribe

Donald Trump | Foto: REprodução/X (@jimstewartson

Donald Trump | Foto: Reprodução/X (@jimstewartson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o país iniciará operações terrestres “muito em breve” em meio ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. A declaração ocorreu quando Trump foi questionado sobre o combate ao tráfico de drogas e sobre a situação na Venezuela, mas o presidente não detalhou onde essas ações ocorreriam.

Desde o início da mobilização de tropas e embarcações americanas na região, Washington tem afirmado que o objetivo central é enfrentar organizações do narcotráfico. Na véspera, porém, Trump já havia se recusado a descartar uma invasão ao território venezuelano, reacendendo especulações sobre uma possível escalada.

Durante um evento no Salão Oval, Trump voltou a acusar o governo venezuelano de enviar criminosos aos Estados Unidos por meio da imigração, repetindo uma narrativa recorrente desde a campanha de 2024. O presidente disse que a resposta norte-americana à Venezuela envolve “muitas coisas”, afirmou que Caracas “tratou mal” os EUA e defendeu as ações militares como forma de conter a entrada de drogas no país. Segundo ele, a chegada dessas substâncias pelo mar teria sido reduzida em cerca de noventa por cento desde que embarcações passaram a ser abatidas no Caribe e no Pacífico.

Trump confirmou que as operações não devem permanecer restritas ao mar. Ele afirmou que o país está prestes a iniciar ações em solo, sem fornecer detalhes sobre localização, extensão ou finalidade dessas manobras.

A declaração foi dada um dia depois da interceptação de um navio petroleiro venezuelano por militares americanos no Caribe, episódio inédito na atual ofensiva. Imagens mostram soldados dos EUA entrando na embarcação e assumindo o controle. A Casa Branca afirmou que pretende levar o navio para território americano e reter o petróleo transportado.

A apreensão elevou as tensões diplomáticas. O governo Nicolás Maduro declarou que defenderá sua soberania e denunciará o episódio a organismos internacionais. Autoridades venezuelanas afirmam que a ação representa uma escalada perigosa, já que o petróleo é o principal recurso econômico do país.

A operação ocorre enquanto os Estados Unidos reforçam de maneira significativa sua presença militar na região, com porta-aviões, caças e milhares de militares. Washington insiste que o foco é o combate às drogas, enquanto Caracas acusa os EUA de preparar uma intervenção para derrubar Maduro e o regime chavista.

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