O mercado financeiro encerra 2025 com projeções mais otimistas para a inflação brasileira. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 4,32%, abaixo do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%. A estimativa representa a sétima redução consecutiva nas previsões do mercado.
No campo do crescimento econômico, as expectativas permanecem estáveis. O Produto Interno Bruto (PIB) deve registrar alta de 2,26% em 2025, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e indústria. No segundo trimestre, a economia brasileira avançou 0,4%, mantendo a trajetória de crescimento iniciada nos últimos anos. Em 2024, o PIB fechou com expansão de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país.
Em relação aos juros, não houve novas projeções para a taxa Selic nesta edição do boletim, uma vez que os dados do ano já estão praticamente consolidados. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, após uma sequência de altas iniciada em setembro de 2024.
No câmbio, o mercado estima que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,44, leve alta em relação à projeção da semana anterior, mas ainda abaixo das estimativas feitas há cerca de um mês. Para os próximos anos, a expectativa é de uma inflação de 4,05% em 2026 e 3,8% em 2027, enquanto o crescimento do PIB deve desacelerar para 1,8% em ambos os anos.
O cenário desenhado pelo Boletim Focus indica uma economia que avança com cautela, inflação em processo de desaceleração e juros ainda elevados, refletindo os desafios de equilíbrio entre crescimento, controle de preços e estabilidade macroeconômica.
Fonte: Agencia Brasil