A Meta Platforms deu mais um passo decisivo em sua estratégia de expansão no campo da inteligência artificial ao adquirir a Manus, empresa especializada em agentes de IA com sede em Singapura e origens chinesas. Avaliado em mais de US$ 2 bilhões, o negócio reforça a aposta do CEO Mark Zuckerberg em transformar os investimentos bilionários da companhia em produtos e receitas concretas.
A Manus ganhou destaque ao longo de 2025 por desenvolver um dos agentes de IA mais avançados do mercado, capaz de executar tarefas de forma autônoma, sem necessidade de supervisão humana. Entre suas aplicações estão a triagem de currículos, o planejamento de viagens e a análise de ações financeiras, funcionalidades que têm atraído empresas interessadas em soluções práticas e escaláveis de automação. No início do ano, a companhia já registrava uma receita anual de cerca de US$ 125 milhões por meio de assinaturas corporativas.
Com o acordo, a Meta pretende manter a operação da Manus ativa, continuar vendendo seu serviço e, ao mesmo tempo, integrar a tecnologia aos seus próprios produtos, como Facebook, Instagram, WhatsApp e os óculos inteligentes equipados com o Meta AI. Além da tecnologia, a empresa americana também absorverá a equipe de aproximadamente 100 funcionários e o grupo de liderança da startup, ampliando seu quadro de especialistas em IA.
A aquisição é considerada rara por envolver uma empresa asiática de tecnologia comprada por uma gigante dos Estados Unidos e ocorre em um momento de intensa corrida global pela liderança em inteligência artificial. Rivais como OpenAI, Google e Microsoft também vêm investindo pesadamente no setor. A Meta, por sua vez, já anunciou planos de gastar centenas de bilhões de dólares em infraestrutura e pesquisa nos próximos anos, apesar das preocupações de investidores quanto ao retorno financeiro desses aportes.
O negócio também reacende debates políticos e regulatórios, especialmente nos Estados Unidos, devido aos vínculos da Manus com investidores chineses no passado. Ainda assim, para Zuckerberg e sua equipe, a aquisição simboliza uma visão clara: a transição de uma IA que apenas responde a comandos para sistemas capazes de agir, criar e entregar resultados de forma autônoma, em escala global.
Fonte: Agencia Brasil