A produção de petróleo da Venezuela sofreu uma queda significativa nas últimas semanas, refletindo o aumento da pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro. De acordo com dados internos da estatal PDVSA, a produção na Faixa do Orinoco — principal região petrolífera do país — recuou cerca de 25%, atingindo aproximadamente 498 mil barris por dia no final de dezembro. Essa região, responsável por quase dois terços da produção nacional, é a principal fonte de receitas da economia venezuelana.
A redução ocorre em meio a restrições impostas por forças norte-americanas no Caribe, que vêm dificultando a saída de petroleiros dos portos venezuelanos. Com as exportações limitadas, a PDVSA passou a enfrentar falta de espaço para armazenar o petróleo produzido, o que levou ao fechamento de poços em alguns campos. A situação agrava ainda mais o cenário financeiro do país, altamente dependente do petróleo, responsável por mais de 95% das receitas externas.
Além do bloqueio marítimo, o governo dos Estados Unidos intensificou as sanções e as ações de pressão política e militar contra Caracas. Washington acusa Maduro de envolvimento com organizações criminosas internacionais, alegações que são rejeitadas pelo governo venezuelano. Recentemente, autoridades norte-americanas anunciaram ataques a instalações estratégicas e ampliaram a lista de petroleiros e empresas sancionadas, incluindo entidades sediadas na China e em Hong Kong, sinalizando um esforço para isolar ainda mais o regime venezuelano no cenário internacional.
Fonte: Bloomberg Línea