EUA prendem Nicolás Maduro em ofensiva militar que abala a América Latina

Reprodução Instagram (@nicolasmaduro)

Os primeiros dias de 2026 já entraram para a história diplomática do continente. Em uma ação militar de grande escala, os Estados Unidos executaram uma ofensiva aérea e terrestre na Venezuela que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A operação, realizada durante a madrugada de sábado, teve como epicentro Caracas e foi descrita por autoridades americanas como rápida e cirúrgica, embora tenha deixado um rastro de destruição e mortes ainda não plenamente contabilizadas.

Explosões começaram a ser ouvidas na capital venezuelana por volta das 3h no horário de Brasília. Em poucas horas, o espaço aéreo do país foi tomado por dezenas de aeronaves militares, incluindo caças, bombardeiros, helicópteros e drones. O ataque inicial mirou estruturas de defesa e instalações estratégicas, abrindo caminho para uma incursão terrestre direcionada ao complexo militar de Fuerte Tiuna, onde Maduro estaria abrigado.

Segundo o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, a autorização presidencial para a ofensiva foi dada ainda na noite de sexta-feira. O objetivo declarado era cumprir um mandado de prisão expedido pela Justiça americana contra o líder venezuelano. Após a neutralização de sistemas de defesa e o colapso temporário do fornecimento de energia elétrica em Caracas, tropas de elite avançaram até o local. Houve confronto com a guarda presidencial, e, minutos depois, Maduro foi capturado e retirado do país sob custódia.

O número de vítimas segue indefinido. O governo venezuelano não divulgou dados oficiais, mas relatos de fontes locais e internacionais apontam dezenas de mortos. Autoridades de Cuba confirmaram a morte de cidadãos cubanos durante os bombardeios, enquanto o ministro da Defesa da Venezuela reconheceu perdas significativas entre os responsáveis pela segurança do presidente.

Washington sustenta que a operação não configura um ato de guerra, mas uma ação de apoio ao sistema judicial americano. Maduro responde nos Estados Unidos por acusações relacionadas ao narcotráfico, terrorismo, tráfico internacional de drogas e posse de armamentos de uso restrito. Ele foi transferido para Nova York e deve comparecer à Justiça para responder formalmente às acusações.

Apesar da justificativa legal apresentada, analistas internacionais veem motivações que vão além do processo criminal. A Venezuela abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, e o tema apareceu de forma explícita nas declarações do presidente Donald Trump após a operação. O governo americano sinalizou interesse direto na reestruturação do setor energético venezuelano e na retomada da atuação de empresas dos Estados Unidos no país, sob um novo arranjo político e econômico.

No campo diplomático, a reação foi imediata, mas fragmentada. Rússia e China condenaram a ação e exigiram a libertação de Maduro, enquanto organismos multilaterais alertaram para os riscos de um precedente que fragiliza a soberania dos Estados. A Organização das Nações Unidas manifestou preocupação com a escalada do conflito, mas esbarrou em limitações institucionais. Na América Latina, uma reunião de emergência terminou sem consenso, refletindo divisões políticas profundas na região.

Até mesmo nos Estados Unidos, a ofensiva gerou desconforto. Parlamentares cobraram explicações da Casa Branca e questionaram a condução da operação, alegando falta de transparência sobre seus reais objetivos. A União Europeia, por sua vez, adotou um tom cauteloso, defendendo uma transição democrática na Venezuela sem endossar abertamente a intervenção militar.

Enquanto o futuro político venezuelano permanece incerto, a prisão de Maduro marca um ponto de inflexão nas relações internacionais do continente e reacende debates sobre legalidade, poder militar e interesses econômicos em um mundo cada vez mais tensionado.