O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã neste domingo ao advertir que o país poderá enfrentar uma resposta severa caso as forças de segurança ampliem a repressão violenta contra manifestantes. A declaração foi feita em meio a uma nova onda de protestos no território iraniano, motivados pelo aumento do custo de vida e pelo agravamento da crise econômica.
Ao falar com jornalistas, Trump afirmou que acompanha de perto os desdobramentos da situação e deixou claro que Washington não permanecerá inerte diante de um eventual agravamento da violência. Segundo ele, se o governo iraniano repetir práticas repressivas do passado, a reação americana será contundente.
Organizações internacionais de direitos humanos estimam que ao menos 16 pessoas tenham morrido ao longo de uma semana de manifestações, marcadas por confrontos entre civis e forças de segurança. Os protestos, inicialmente concentrados em grandes centros urbanos, passaram a se espalhar por diferentes regiões do país, ampliando a pressão interna sobre o regime.
Não é a primeira vez que Trump faz alertas públicos ao governo iraniano. Na sexta-feira, o presidente já havia sinalizado disposição para apoiar os manifestantes, sem detalhar que tipo de medida poderia ser adotada pelos Estados Unidos. As declarações, no entanto, tiveram repercussão imediata em Teerã.
Autoridades iranianas reagiram com ameaças de retaliação contra interesses americanos no Oriente Médio. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã não cederá a pressões externas e classificou os avisos vindos de Washington como tentativas de intimidação.
As falas de Trump ocorreram a bordo do avião presidencial, durante o retorno a Washington, poucos dias após a ofensiva americana que resultou na prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O contexto reforça a percepção de uma política externa mais assertiva da Casa Branca, marcada por discursos duros e disposição para confrontos diretos em cenários considerados estratégicos pelos Estados Unidos.