Trump suspende nova ofensiva contra a Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que decidiu cancelar uma segunda onda de ataques contra a Venezuela. Segundo ele, o governo venezuelano passou a cooperar em temas estratégicos.
Trump informou a decisão em uma publicação na rede Truth Social. Ele disse que Caracas está colaborando na reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás. Além disso, o país também estaria promovendo a libertação de prisioneiros políticos. Por isso, uma nova ofensiva não seria necessária neste momento.
Impacto imediato no mercado de petróleo
Após a declaração, os preços do petróleo reagiram. Os contratos futuros do Brent reduziram os ganhos e passaram a ser negociados em torno de US$ 62,16 por barril.
A fala de Trump trouxe ao mercado a percepção de menor risco geopolítico. Como resultado, os investidores passaram a reavaliar a possibilidade de interrupções no fornecimento de energia.
Pressão sobre empresas de energia
Trump deve se reunir ainda hoje com executivos do setor petrolífero dos Estados Unidos. O governo quer que as empresas participem da reconstrução do setor energético venezuelano.
Washington vê esse movimento como uma forma de ampliar a produção global de petróleo. Ao mesmo tempo, busca garantir maior influência sobre os recursos do país sul-americano.
Ameaça militar ainda existe
Apesar do recuo, Trump não descartou o uso da força na região. Na quinta-feira, ele afirmou que prepara ataques contra instalações de cartéis de drogas.
Poucos dias antes, os Estados Unidos lançaram uma operação para capturar Nicolás Maduro, líder da Venezuela. Segundo o governo americano, o combate ao narcoterrorismo justifica parte dessas ações.
Diálogo com países da região
Trump também enviou sinais de diálogo. Nesta semana, ele conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Depois da ligação, elogiou o tom da conversa.
Petro, por sua vez, defendeu a negociação em vez do confronto. Ambos concordaram em se encontrar em Washington nos próximos dias.
Fonte: Bloomberg Línea