Após captura de Nicolás Maduro, Venezuela e EUA dão início a processo de reaproximação diplomática

Uma semana depois da captura de Nicolás Maduro, a Venezuela e os Estados Unidos dão início a um processo de reaproximação diplomática. A relação entre os países, rompida desde 2019, teve uma reviravolta depois de um acordo sobre a indústria petrolífera venezuelana.

O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão decidir quais empresas entrarão na Venezuela, e que elas investirão até US$ 100 bilhões, o equivalente a mais de R$ 500 bilhões.

Na última sexta-feira (9), na Casa Branca, Trump se reuniu com executivos de 20 petrolíferas. Algumas delas ainda reivindicam indenizações não recebidas durante o processo de nacionalização das empresas na Venezuela.

Um decreto assinado por Trump impede que tribunais americanos confisquem receitas petrolíferas venezuelanas. O documento estabelece que a “ameaça de penhora ou a imposição de processos judiciais prejudicará a segurança nacional”.

Uma delegação americana já está em Caracas para discutir uma retomada das relações diplomáticas. O governo interino venezuelano também prepara o envio de representantes a Washington. A reaproximação afasta ao menos por enquanto, a possibilidade de uma mudança de regime no país.

A presidente interina voltou a criticar o que chamou de sequestro de Nicolas Maduro, e o Brasil decidiu encerrar a administração da embaixada da Argentina na Venezuela, que exercia desde agosto de 2024 quando diplomatas argentinos foram expulsos da Venezuela.

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