Revista Poder

Hugo Motta condiciona apoio a Lula a sinais do Planalto

Hugo Motta || Créditos: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que ainda não definiu se apoiará a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que a decisão dependerá de iniciativas claras do governo federal. Segundo o parlamentar, alianças políticas são construídas a partir de reciprocidade e diálogo, especialmente em um ano eleitoral.

A declaração foi feita durante um evento em João Pessoa, onde o governo federal oficializou apoio ao pré-carnaval da capital paraibana. Motta destacou que qualquer definição sobre apoio presidencial precisa considerar compromissos e sinalizações políticas concretas, sempre com respeito aos interesses da população da Paraíba.

O deputado lembrou que já havia adotado posição semelhante em conversas anteriores, ao afirmar que considera prematuro anunciar endossos formais. Ainda assim, reiterou que não pretende permanecer neutro na disputa presidencial e que, no momento oportuno, fará uma escolha política.

Apesar de evitar um alinhamento direto com Lula, Motta indicou que o Republicanos deve manter, no estado, proximidade com o grupo político liderado pelo governador João Azevêdo. Segundo ele, a prioridade da aliança é garantir a continuidade de um projeto administrativo que, na avaliação do parlamentar, conta com respaldo popular.

Entre os objetivos do grupo governista na Paraíba estão o fortalecimento da pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro, a preservação da base estadual e a tentativa de viabilizar o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como nome para o Senado. O cenário, no entanto, enfrenta dificuldades diante da presença de outros pré-candidatos já consolidados na disputa.

Ao comentar o veto presidencial ao projeto que alterava critérios de dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, Motta afirmou que encara o tema com serenidade. Ele ressaltou que o Congresso analisará a decisão do Executivo dentro de suas prerrogativas institucionais.

Nos bastidores, lideranças da oposição e de partidos do Centrão avaliam que o veto tem chances de ser derrubado, citando a ampla maioria obtida pelo texto na Câmara. A expectativa é de que o tema seja apreciado em sessão do Congresso nas próximas semanas, com a definição da data a cargo da presidência do Senado.

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