Revista Poder

EUA derrubam drone iraniano próximo a porta-aviões e ampliam tensão com Teerã

Foto Reprodução Internet

As Forças Armadas dos Estados Unidos derrubaram, nesta terça-feira (3), um drone militar do Irã que se aproximou de um porta-aviões norte-americano em deslocamento na região. Segundo o Comando Central dos EUA, a ação ocorreu em legítima defesa para proteger a embarcação e sua tripulação.

De acordo com o comunicado oficial, um caça F-35C, que operava a partir do porta-aviões USS Abraham Lincoln, interceptou e abateu o drone iraniano do modelo Shahed-139 assim que a aproximação foi detectada.

“Um caça F-35C do USS Abraham Lincoln derrubou um drone iraniano em legítima defesa, com o objetivo de proteger o porta-aviões e os militares a bordo”, afirmou o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos.

Versões divergentes sobre o incidente

Horas depois da ação militar americana, agências de notícias iranianas divulgaram uma versão diferente do episódio. Segundo Teerã, o drone teria concluído uma “missão de vigilância” em águas internacionais antes de ser abatido.

A divergência de narrativas ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, especialmente no campo militar e diplomático.

Escalada de tensão no Oriente Médio

O incidente acontece duas semanas após o presidente Donald Trump anunciar o envio de uma fragata americana para a costa iraniana. A medida faz parte de uma estratégia de pressão para que o Irã aceite um novo acordo de não proliferação de armas nucleares.

O principal impasse está na exigência, por parte dos EUA, de que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio. Teerã afirma que o material é utilizado exclusivamente para fins civis, enquanto Washington sustenta que o processo pode viabilizar a produção de armas nucleares.

Acordo nuclear e ameaças recentes

Estados Unidos e Irã já firmaram, no passado, um acordo de não proliferação nuclear durante o governo do ex-presidente Barack Obama. No entanto, Trump retirou os EUA do tratado em 2018, durante seu primeiro mandato, acusando o governo iraniano de financiar grupos terroristas.

Desde então, as relações entre os dois países se deterioraram. Recentemente, Trump voltou a mencionar a possibilidade de ataques ao território iraniano, retomando ameaças feitas durante uma onda de protestos no país, reprimidos com violência pelas forças de segurança. Organizações não governamentais estimam que milhares de pessoas tenham morrido no período.

Reforço militar na região

O porta-aviões USS Abraham Lincoln integra um grupo de ataque enviado ao Oriente Médio, que inclui navios de guerra e o submarino USS Georgia. O reforço militar americano ocorre em um contexto de instabilidade regional e também tem como objetivo fortalecer as defesas de aliados estratégicos, como Israel.

O episódio desta terça-feira reforça o clima de tensão no Oriente Médio e evidencia o risco de novos confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã.

 

Fonte: Globo

Sair da versão mobile