Trump exige que Harvard pague indenização de US$ 1 bilhão

Universidade Harvard || Créditos: WikiCommons

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta terça-feira (3) que exige o pagamento de uma indenização de US$ 1 bilhão por parte da Universidade de Harvard. A declaração foi feita em uma postagem na rede social Truth Social.

Na publicação, Trump afirmou que não pretende manter qualquer contato futuro com a instituição e voltou a acusá-la de ser “fortemente antissemita”. As declarações fazem parte de uma escalada de embates entre o governo e a universidade, que se intensificaram ao longo do último ano.

A manifestação do presidente está relacionada a uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times. Segundo o veículo, Trump teria recuado de uma exigência anterior de US$ 200 milhões para encerrar o conflito com Harvard. O presidente, no entanto, criticou duramente o jornal e afirmou que a instituição alimenta o veículo com informações falsas.

Na mesma postagem, Trump citou um trecho da reportagem que aponta a dependência de Harvard do financiamento federal. De acordo com o jornal, pessoas ligadas à universidade avaliam que um acordo com o governo seria inevitável, já que cortes nas verbas de pesquisa poderiam gerar uma crise financeira significativa. Assim como outras grandes universidades de pesquisa, Harvard depende de recursos federais para sustentar seu modelo financeiro.

No ano passado, Trump afirmou que seu governo esteve próximo de fechar um acordo com a universidade, que incluiria um pagamento de US$ 500 milhões, após meses de negociações sobre as políticas institucionais de Harvard. No entanto, o entendimento não avançou.

O episódio é mais um capítulo da ofensiva do presidente contra a universidade. Em 2025, o governo Trump cortou verbas destinadas à instituição e proibiu a matrícula de estudantes estrangeiros. Já em dezembro, o governo recorreu de uma decisão judicial que considerou ilegal o cancelamento de mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa concedidas a Harvard, impedindo novos cortes no financiamento federal.

Fonte: Globo