O governo federal anunciou a liberação de cerca de R$ 45 milhões para ampliar o enfrentamento à mineração ilegal no país. O montante, proveniente do acordo judicial de reparação ligado ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, será direcionado a ações de fiscalização, prevenção de riscos e repressão a atividades minerárias irregulares.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a maior parte dos recursos será aplicada no fortalecimento estrutural da Agência Nacional de Mineração. A ideia é modernizar sistemas de monitoramento, ampliar a capacidade de fiscalização e criar ferramentas tecnológicas que permitam acompanhar em tempo real a atividade minerária. Entre os projetos previstos estão plataformas integradas de prevenção e painéis públicos com informações sobre segurança, incluindo dados relacionados a barragens.
Outra parcela dos recursos será destinada à atuação da Polícia Federal em Minas Gerais, com foco especial na Bacia do Rio Doce, região historicamente impactada por atividades minerárias. O investimento inclui aquisição de viaturas, aprimoramento de sistemas de comunicação, uso de drones e tecnologias de sensoriamento remoto, além de reforço técnico em áreas como geologia e engenharia de minas.
O anúncio ocorre em um contexto de pressão por maior capacidade de fiscalização do setor mineral. A Agência Nacional de Mineração tem apontado limitações orçamentárias como um dos principais obstáculos para ampliar o controle de irregularidades. A expectativa do governo é que o reforço financeiro contribua para uma atuação mais ágil, preventiva e integrada entre os órgãos responsáveis.
Especialistas avaliam que a combinação entre tecnologia, inteligência operacional e transparência tende a aumentar a efetividade do combate a práticas ilegais, ao mesmo tempo em que fortalece a gestão de riscos em uma atividade considerada estratégica para a economia.
