Renovação automática da CNH gera economia de quase R$ 500 milhões para motoristas de todo o Brasil

Condutores acima de 70 anos não têm direito ao benefício (Foto: Reprodução/ Governo Federal)

As novas regras da Carteira Nacional de Habilitação começaram a produzir impacto direto no bolso dos motoristas brasileiros. Desde o fim de 2025, mais de 685 mil condutores conseguiram renovar a CNH de forma automática e sem custos, o que resultou em uma economia estimada em R$ 499,2 milhões, segundo dados do Ministério dos Transportes.

O valor corresponde a taxas, exames e procedimentos administrativos que deixaram de ser cobrados com a adoção da renovação automática da CNH digital. A medida é voltada aos chamados bons condutores, aqueles que mantiveram o histórico de direção sem multas ou pontos registrados no último ano.

O Sudeste concentrou o maior número de renovações gratuitas. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Paraná, Bahia, Goiás e Pará. Juntos, esses estados respondem por uma parcela significativa das habilitações renovadas sem custo desde a entrada em vigor da nova regra.

Para ter acesso ao benefício, o motorista precisa atender a critérios específicos. É necessário não ter cometido infrações nos últimos 12 meses e estar inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores, o RNPC. A adesão é feita de forma simples pelo aplicativo oficial CNH Brasil, onde o condutor autoriza a participação no cadastro positivo.

A renovação automática contempla apenas a versão digital do documento. Quem deseja a CNH física precisa solicitar a emissão separadamente, seja pelo aplicativo ou diretamente em uma unidade do Detran. Nesse caso, as taxas continuam sendo cobradas e variam de acordo com o estado.

As novas regras também impõem limites ao benefício. Condutores com mais de 50 anos podem utilizar a renovação automática apenas uma vez, enquanto motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao procedimento. A gratuidade também não se aplica a casos em que a validade da CNH é reduzida por recomendação médica, como em situações que exigem acompanhamento de saúde.

O governo avalia que a medida estimula a direção responsável e reduz custos tanto para os motoristas quanto para o sistema público, ao simplificar processos e incentivar o bom comportamento no trânsito.