Argentina reduz tarifas e amplia comércio com os Estados Unidos após novo acordo

Donald Trump, dos EUA, e Javier Milei, da Argentina (Foto: Reprodução)

Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo comercial que elimina tarifas sobre centenas de produtos e amplia o fluxo de mercadorias entre os dois países. O entendimento representa um dos movimentos mais amplos de abertura econômica promovidos pelo governo argentino nos últimos anos e busca fortalecer o intercâmbio em setores estratégicos como carne bovina, veículos, máquinas e produtos agrícolas.

Pelo acordo, os Estados Unidos vão retirar cerca de 1.600 tarifas que incidiam sobre bens argentinos. Em contrapartida, a Argentina suspenderá mais de 220 tributos aplicados a produtos norte-americanos. A medida tem como objetivo reduzir custos, facilitar o comércio e estimular investimentos bilaterais.

Entre os pontos de maior impacto está a ampliação da cota de exportação de carne bovina argentina ao mercado americano. O novo limite permitirá um volume significativamente maior com condições tarifárias mais favoráveis, o que pode impulsionar receitas externas do setor. Ao mesmo tempo, a Argentina deve ampliar compras de automóveis, insumos industriais e itens agrícolas dos Estados Unidos.

O acordo também contempla regras voltadas a comércio digital, propriedade intelectual e certificações sanitárias, com a intenção de reduzir barreiras burocráticas e dar maior previsibilidade às empresas. Para analistas, o movimento sinaliza uma estratégia argentina de aproximação econômica com Washington e de revisão de políticas comerciais consideradas historicamente mais protecionistas.

O governo argentino afirma que a iniciativa busca modernizar a economia e aumentar a competitividade local, enquanto autoridades americanas destacam o potencial de expansão do comércio regional. O texto ainda deverá passar por etapas formais de validação interna na Argentina antes de entrar plenamente em vigor.

Especialistas apontam que o impacto dependerá da capacidade de adaptação dos setores produtivos e do ritmo de implementação das medidas. Ainda assim, o acordo é visto como um marco nas relações econômicas entre os dois países e pode influenciar futuras negociações comerciais na região.