Os carros eletrificados atingiram um novo patamar no mercado brasileiro em 2026. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, eles já respondem por 16,8% dos emplacamentos de veículos zero quilômetro no país. Na prática, isso significa que um a cada seis carros vendidos hoje tem algum tipo de eletrificação, com destaque para os híbridos.
O crescimento vem acompanhado de um avanço da produção local. Cerca de 35% desses modelos eletrificados vendidos no Brasil são fabricados em território nacional, movimento visto pela indústria como um sinal de amadurecimento da cadeia produtiva e de adaptação tecnológica.
A entidade avalia que o cenário reflete tanto o interesse do consumidor por alternativas mais eficientes quanto os investimentos das montadoras em linhas de produção voltadas a novas tecnologias. A expectativa é que a participação dos eletrificados siga em trajetória de alta ao longo do ano.
Outro indicador que chama atenção é o desempenho dos veículos enquadrados no programa Carro Sustentável. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram comercializadas 282 mil unidades, contra 230 mil no mesmo intervalo do ciclo anterior. O avanço supera 20% e mostra que a política pública tem influenciado diretamente o comportamento do mercado.
As vendas por meio de concessionárias lideraram esse crescimento, enquanto as negociações diretas também registraram expansão. Para a indústria, o resultado revela que o incentivo tributário aliado à eficiência energética tem ampliado o acesso a modelos compactos e mais econômicos.
Criado para estimular a produção e o consumo de veículos de menor impacto ambiental, o programa concede benefícios fiscais a carros que atendem critérios como baixa emissão de poluentes, alto índice de reciclabilidade e fabricação nacional. A proposta combina incentivo à indústria local com a renovação gradual da frota.
Com a combinação entre eletrificação crescente e estímulos aos modelos compactos eficientes, o setor automotivo entra em 2026 com sinais de transformação estrutural. A leitura do mercado é de que o consumidor brasileiro começa a incorporar novas tecnologias enquanto mantém o interesse por veículos acessíveis e de menor custo operacional.
