Mais de R$ 10 bilhões seguem disponíveis para saque por brasileiros que deixaram dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. O dado faz parte das estatísticas mais recentes divulgadas pelo Banco Central sobre o Sistema de Valores a Receber, que permite a consulta e a solicitação desses recursos.
Segundo o levantamento, o montante soma cerca de R$ 10,2 bilhões referentes a valores não resgatados até dezembro de 2025. A maior parte desse total pertence a pessoas físicas, que concentram quase R$ 8 bilhões distribuídos entre cerca de 50 milhões de clientes. As empresas respondem por pouco mais de R$ 2 bilhões, com aproximadamente 5 milhões de CNPJs com saldo disponível.
Os números mostram que, em grande parte dos casos, os valores são baixos. Quase dois terços das quantias a receber não passam de R$ 10. Em contrapartida, uma parcela pequena envolve montantes mais elevados, acima de R$ 1 mil, concentrando menos de 2% do total de registros.
Os bancos lideram a lista de instituições que ainda mantêm recursos esquecidos, seguidos por consórcios, cooperativas de crédito e empresas de pagamento. Desde o início do programa, o Banco Central já devolveu mais de R$ 13 bilhões aos clientes, com predominância de repasses para pessoas físicas.
A consulta ao sistema é feita de forma digital, mediante login na conta gov.br com nível de segurança mais elevado. Após verificar se há valores disponíveis, o usuário pode solicitar a devolução diretamente pelo sistema, com recebimento via Pix, ou entrar em contato com a instituição responsável pelo pagamento.
O Banco Central reforça que não há prazo final para o resgate dos valores. Quem ainda não consultou o sistema pode fazê-lo a qualquer momento. Desde o ano passado, também é possível autorizar a solicitação automática de resgate, facilitando o processo para quem prefere não acompanhar manualmente as liberações.
