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Odebrecht garante contratos bilionários e lidera obras da nova Linha 19 do metrô de SP

Obras da linha 19 devem começar em 2027 e atender mais de 600 mil passageiros por dia (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Odebrecht Engenharia & Construção foi confirmada como vencedora de dois dos principais contratos para a implantação da Linha 19 Celeste do metrô de São Paulo. A decisão foi oficializada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo após a homologação definitiva da licitação, encerrando disputas e recursos apresentados por concorrentes.

A construtora lidera um consórcio formado também pela Álya, antiga Queiroz Galvão, e pela empresa italiana Ghella, especializada em escavações subterrâneas. Juntas, as empresas ficarão responsáveis pela execução dos lotes 2 e 3 do projeto, considerados os mais complexos da nova linha.

No lote 2, que compreende o trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria, o valor contratado chega a R$ 6,7 bilhões. Já o lote 3, que ligará Catumbi ao Anhangabaú, terá custo estimado em R$ 6,9 bilhões. Com a conclusão dessa etapa administrativa, resta apenas a formalização dos contratos para que as obras sejam iniciadas.

O cronograma prevê o início dos trabalhos em 2027, com prazo de execução de 75 meses. Ao final, a Linha 19 Celeste deverá contar com 17,6 quilômetros de extensão e 15 estações, conectando regiões densamente povoadas da capital e beneficiando cerca de 630 mil passageiros diariamente.

A homologação foi publicada após o Metrô de São Paulo rejeitar um recurso apresentado pela Andrade Gutierrez, que havia ficado em segundo lugar na disputa. Com isso, o processo foi encerrado sem pendências jurídicas.

Os novos contratos reforçam o momento de retomada da Odebrecht no setor de infraestrutura. Nos últimos meses, a empresa também venceu uma concorrência para a ampliação da Linha 5 Lilás, em parceria com a concessionária Motiva e a chinesa Yellow River. O acordo, avaliado em R$ 4,5 bilhões, marcou mais um passo na reconstrução do portfólio da construtora.

Em 2025, a companhia alcançou seu maior volume de contratos em carteira desde 2014, período anterior ao impacto da Operação Lava Jato. Esse indicador, conhecido no setor como backlog, reflete o total de obras em andamento e a projeção de receitas futuras. Após uma década de retração, quando o valor caiu de R$ 35 bilhões para R$ 18 bilhões e o quadro de funcionários foi drasticamente reduzido, a empresa volta a ampliar sua presença em grandes projetos públicos.

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