Ibovespa sobe mais de 2% e renova máxima histórica

Entrada de recursos estrangeiros fortalece ações e valoriza o real (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O mercado financeiro brasileiro voltou a registrar um dia de forte valorização. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a quarta-feira aos 189.699 pontos, avanço de 2,03%, após ultrapassar ao longo da tarde o nível simbólico dos 190 mil pontos. Apesar da leve desaceleração nos minutos finais do pregão, o indicador consolidou mais um recorde nominal.

O desempenho reforça o movimento positivo observado desde o início do ano. Em 2026, a bolsa brasileira acumula alta superior a 17%, sustentada principalmente pela entrada consistente de recursos estrangeiros. Investidores internacionais têm ampliado posições em mercados emergentes, beneficiando ações de maior peso na carteira do índice.

O fluxo externo também contribuiu para a valorização do real. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,187, com recuo de 0,18%. Trata-se do menor valor em 21 meses. No acumulado do ano, a moeda norte-americana já registra queda de 5,5% frente ao real.

Durante a manhã, a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos chegou a pressionar o câmbio. A criação de 130 mil vagas em janeiro, número acima das expectativas, reduziu apostas em cortes imediatos de juros pelo Federal Reserve. Ainda assim, o movimento global de busca por ativos em países emergentes prevaleceu ao longo do dia.

Além do real, outras moedas latino-americanas também se fortaleceram, como o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano. O cenário sugere que investidores seguem diversificando aplicações fora dos Estados Unidos, mesmo diante de sinais de resiliência da economia norte-americana.

A combinação de bolsa em alta e dólar em queda indica um momento de confiança renovada no mercado doméstico, impulsionado tanto por fatores externos quanto pela percepção de estabilidade econômica interna.