Revista Poder

Produção de soja avança e sustenta estimativa maior para a safra

A Companhia Nacional de Abastecimento elevou as projeções para a produção de soja e milho na temporada 2025 26 e estima que o Brasil colha 353,37 milhões de toneladas de grãos. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, consolidando um novo patamar elevado para a agricultura brasileira.

A área cultivada deve atingir 83,26 milhões de hectares, expansão de 1,9% na comparação anual. O avanço é liderado principalmente por soja e milho, que seguem como as culturas de maior peso na produção nacional.

No caso da soja, a estimativa aponta para 177,9 milhões de toneladas, alta de 3,8% sobre a safra passada. Se confirmada, será mais um recorde para a cultura. O número também representa leve revisão positiva frente ao levantamento anterior. As condições climáticas registradas até o momento favoreceram o desenvolvimento das lavouras, e parte da colheita já começou em algumas regiões produtoras.

A área destinada à oleaginosa soma cerca de 48,4 milhões de hectares, crescimento de 2,3% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com pequeno ajuste na comparação com a estimativa anterior, o espaço ocupado pela cultura permanece em trajetória de expansão.

Para o milho, a produção total está projetada em 138,45 milhões de toneladas. O volume é 1,9% inferior ao registrado na temporada passada, apesar do aumento de 3,1% na área plantada, estimada em 22,54 milhões de hectares. O desempenho reflete variações entre as diferentes safras ao longo do ano.

Na primeira safra do cereal, já colhida, houve aumento tanto de área quanto de produção, com destaque para a região Sul. O resultado reforça a oferta destinada principalmente ao mercado interno. Já a segunda safra avança no plantio, embora haja preocupação com o calendário em alguns estados, o que pode influenciar o potencial produtivo.

Outras culturas apresentam cenário distinto. A produção de arroz deve recuar para 10,9 milhões de toneladas, queda superior a 14% na comparação anual, acompanhada de redução na área cultivada. O movimento está relacionado à menor atratividade econômica da cultura no momento do plantio.

O feijão, considerando as três safras previstas no calendário agrícola, também deve registrar leve retração, com produção estimada em 3 milhões de toneladas. A primeira safra já colhida indica bom desempenho e abastecimento adequado do mercado doméstico.

Para o trigo, cuja semeadura começa nos próximos meses, a previsão inicial aponta colheita menor que a do ciclo anterior. O algodão também deve apresentar redução tanto de área quanto de volume produzido, embora o plantio esteja praticamente concluído.

O novo levantamento confirma a resiliência do agronegócio brasileiro, que mantém níveis elevados de produção mesmo diante de oscilações climáticas e de mercado. Soja e milho continuam como pilares do setor, sustentando a oferta nacional e a competitividade do país no comércio internacional.

Sair da versão mobile