Serviços caem no fim do ano, mas encerram 2025 no azul

Desempenho anual segue positivo e confirma trajetória de recuperação (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O setor de serviços encerrou 2025 com sinal de perda de fôlego. Em dezembro, o volume de atividades caiu 0,4% na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado surpreendeu após uma sequência prolongada de meses positivos e um período de estabilidade.

Apesar do recuo no fechamento do ano, o desempenho acumulado foi de alta de 2,8%, garantindo o quinto ano consecutivo de crescimento para o segmento. Ainda assim, o avanço foi mais moderado que o observado em 2024, quando a expansão chegou a 3,1%.

Na comparação com dezembro do ano anterior, o setor apresentou aumento de 3,4%, indicando que, mesmo com a oscilação mensal, a atividade se manteve em patamar superior ao de um ano antes.

O principal impacto negativo no mês veio da área de transportes, que registrou retração expressiva. Houve queda tanto no deslocamento de passageiros quanto no transporte de cargas, atingindo diferentes modais. O desempenho mais fraco nessa atividade acabou puxando o resultado geral para baixo.

Outros segmentos também mostraram desaceleração no encerramento do ano. Ainda assim, ao longo de 2025, o setor demonstrou capacidade de resistência. O mercado de trabalho aquecido e a renda mais elevada ajudaram a sustentar o consumo de serviços, mesmo diante de juros elevados.

Entre os destaques positivos do ano está o ramo de informação e comunicação, que avançou de forma consistente. Empresas ligadas a tecnologia, desenvolvimento de softwares e serviços digitais contribuíram para o crescimento do segmento, refletindo a expansão da economia digital no país.

As atividades turísticas também mantiveram trajetória favorável. Em dezembro, o índice do setor avançou levemente frente ao mês anterior e acumulou crescimento relevante no ano, beneficiado pela retomada de viagens e eventos.

No acumulado dos últimos cinco anos, o setor de serviços consolidou uma recuperação robusta após o tombo registrado em 2020, período marcado pelas restrições da pandemia. Desde então, o ganho acumulado ultrapassa 30%, reforçando o peso do segmento na economia brasileira.

O resultado de dezembro, porém, indica um ambiente de maior moderação no ritmo de crescimento. O comportamento da inflação de serviços segue no radar das autoridades monetárias, especialmente em um momento de expectativa de mudanças na política de juros. Para 2026, o desafio será manter a expansão em meio a condições financeiras ainda restritivas e a um cenário de atividade mais equilibrado.