Azul garante investimento internacional de 300 milhões de dólares

Recursos fazem parte do plano aprovado pela Justiça americana (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A Azul Linhas Aéreas anunciou a assinatura de acordos que preveem um aporte total de 300 milhões de dólares como parte de sua reestruturação financeira. Os recursos virão de duas companhias aéreas norte-americanas e de credores já vinculados ao processo de recuperação judicial iniciado em 2025 nos Estados Unidos.

Do montante anunciado, 200 milhões de dólares serão investidos igualmente pela American Airlines e pela United Airlines, que devem aplicar 100 milhões de dólares cada. Em contrapartida, as empresas poderão receber participação acionária na aérea brasileira, conforme os termos divulgados ao mercado.

Outros 100 milhões de dólares serão aportados por credores que já mantêm relação financeira com a companhia. A Azul não detalhou quais instituições integram esse grupo, mas informou que o movimento faz parte do plano de reorganização aprovado pela Justiça americana.

A estratégia de conversão de dívidas em ações, adotada para reduzir o endividamento e reorganizar o balanço, provocou forte oscilação nos papéis da empresa no início do ano, diante do aumento expressivo no número de ações em circulação. A operação prevê a emissão bilionária de novos papéis, tanto ordinários quanto preferenciais.

Em dezembro de 2025, o tribunal responsável pelo caso nos Estados Unidos validou o plano de reestruturação com ampla adesão dos credores. Segundo a companhia, a medida abriu caminho para a conclusão do processo ao longo de 2026, após a execução das etapas previstas, incluindo a redução de mais de 3 bilhões de dólares em obrigações financeiras e compromissos relacionados à frota.

Desde o início da recuperação judicial, a Azul sustenta que manteve suas operações regulares, preservando voos, atendimento a passageiros e compromissos com funcionários e fornecedores. A empresa afirma que continuará comunicando o mercado sobre os desdobramentos da reestruturação conforme as exigências regulatórias.

Com o novo aporte, a companhia busca reforçar sua posição financeira e avançar na reorganização do passivo, em um cenário ainda desafiador para o setor aéreo global.