Revista Poder

Dez ministros deixam cargos econômicos para disputar eleições de 2026

Saída de ministros marca preparação do governo para pleito eleitoral (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Até abril, dez ministros de áreas econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva devem deixar seus cargos para se preparar para concorrer nas eleições de 2026. A saída é exigida pela Justiça Eleitoral, que determina que ocupantes de funções públicas se desincompatibilizem antes de disputar pleitos.

Segundo apuração da CNN, somente Luiz Marinho, à frente do Trabalho e Emprego, e Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, têm permanência garantida até o final do mandato. Entre os nomes de maior destaque nas áreas econômicas, Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) deixarão o governo. Haddad ainda define se concorrerá a cargo eletivo ou atuará apenas na campanha do presidente, enquanto Tebet confirmou candidatura ao Senado.

As alterações não se restringem às pastas econômicas. Ministérios ligados à infraestrutura também sofrerão mudanças. Renan Filho deixa Transportes para disputar o governo de Alagoas, Silvio Costa Filho concorrerá ao Senado em Pernambuco e Jader Filho mira cadeira na Câmara pelo Pará.

Outros nomes ainda têm destinos indefinidos. Alexandre Silveira, do MME, se reunirá com Lula nas próximas semanas para definir se continuará no governo ou buscará candidatura em Minas Gerais. Na agricultura, Carlos Fávaro vai disputar o Senado pelo Mato Grosso, e Paulo Teixeira concorrerá a deputado em São Paulo, com movimentações no PSD para reorganizar os cargos.

Ministros de áreas estratégicas, como Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Márcio França, também se preparam para se desincompatibilizar, ainda sem definições sobre seus destinos eleitorais. Já Wolney Queiroz deve disputar vaga na Câmara, aguardando confirmação junto ao presidente.

O movimento evidencia a expectativa de mudanças significativas no primeiro escalão do governo e reforça a proximidade das eleições, com impacto direto na composição das pastas econômicas e estratégicas do país.

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