Mais de 10 mil brasileiros já conquistaram a primeira Carteira Nacional de Habilitação em 2026 utilizando o novo modelo digital lançado pelo Ministério dos Transportes. De acordo com a pasta, 10.289 candidatos concluíram todas as etapas do processo nos dois primeiros meses do ano após iniciarem a solicitação pelo aplicativo oficial.
O novo formato alterou significativamente as regras para obtenção da CNH, com redução expressiva de custos e do tempo necessário para finalizar o procedimento. Antes das mudanças, o processo podia levar cerca de nove meses. Agora, a média caiu para aproximadamente dois meses, segundo dados do governo.
Os candidatos que aderiram ao sistema digital realizaram curso teórico online, exames médico e psicológico, coleta biométrica e as provas teórica e prática. A emissão do documento pode ser feita em versão digital gratuita, com opção de solicitar também a versão impressa mediante pagamento de taxa.
A principal mudança está na flexibilização das aulas. O curso teórico, que antes era oferecido exclusivamente por autoescolas, passou a ser disponibilizado de forma remota. Já a carga mínima de aulas práticas foi reduzida para duas horas, o que impactou diretamente no valor cobrado pelos centros de formação de condutores e instrutores autônomos.
Levantamentos em diferentes cidades apontam pacotes a partir de aproximadamente 380 reais para categorias A ou B, incluindo duas aulas práticas e uso do veículo. Ainda assim, permanecem custos adicionais, como taxas de exames e emissão do documento, que variam conforme o estado.
Entre as unidades da federação com maior número de emissões dentro do novo modelo estão Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Paraná. Considerando também candidatos que iniciaram o processo no sistema anterior e finalizaram sob as novas regras, o país soma mais de 424 mil habilitações emitidas em 2026.
O Ministério dos Transportes avalia que a digitalização e a flexibilização das etapas ampliam o acesso ao documento e reduzem barreiras financeiras, especialmente para candidatos de baixa renda. O impacto das mudanças no mercado de autoescolas e na formação de condutores ainda deverá ser acompanhado ao longo do ano.