Dólar avança a R$ 5,21 e Ibovespa recua em meio à escalada do conflito no Irã

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A segunda-feira (2) começou sob forte aversão a risco nos mercados globais. O dólar avançou para R$ 5,21, enquanto o Ibovespa operou em queda, refletindo a tensão internacional após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado (28).

Por volta das 11h, a moeda americana subia 1,48% frente ao real. O movimento acompanha a valorização global do dólar, diante da busca por ativos considerados mais seguros.

Já o Ibovespa recuava 0,40%, aos 188.035 pontos. A queda só não foi mais intensa devido à alta das ações ligadas ao setor de petróleo.

Petróleo dispara com fechamento do Estreito de Ormuz

O petróleo Brent saltou cerca de 8,5% e passou a ser negociado próximo de US$ 89 por barril. A disparada ocorre após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e volumes relevantes de gás natural.

Com isso, papéis de petroleiras registraram forte valorização. A Petrobras (PETR4) avançava mais de 4%, enquanto a PRIO (PRIO3) também subia acima de 5%.

O movimento compensou parcialmente a pressão negativa sobre o índice brasileiro.

Ouro e ativos seguros ganham força

Em momentos de incerteza geopolítica, investidores costumam migrar para ativos de proteção. O ouro à vista subia mais de 3%, sendo negociado acima de US$ 5.400 a onça.

Segundo Mathieu Racheter, chefe de estratégia de ações do Julius Baer, o cenário ainda é incerto. “O desfecho pode variar de uma solução política relativamente rápida a uma escalada mais ampla do conflito na região”, afirmou. Ele destacou que, em contextos como este, os mercados reagem mais às probabilidades do que a fatos consolidados.

Expectativa por negociações mantém volatilidade

Os mercados seguem atentos às possíveis negociações entre Irã e Estados Unidos. O Wall Street Journal informou que o governo iraniano teria feito um novo esforço para retomar as conversas nucleares. No entanto, declarações de autoridades iranianas indicam resistência a um acordo no momento.

Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices operavam em queda superior a 1,5% na manhã desta segunda-feira. O movimento reforça o clima de cautela global enquanto investidores aguardam novos desdobramentos do conflito.

Diante desse cenário, a expectativa é de manutenção da volatilidade nos próximos dias, especialmente nos mercados de câmbio, petróleo e renda variável.

 

Fonte: Bloomberg  Línea