O governo de Israel indicou que não há prazo definido para encerrar a atual ofensiva militar contra o Irã. Em declaração feita nesta segunda-feira na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, o embaixador israelense Danny Danon afirmou que as operações continuarão até que os objetivos estratégicos sejam atingidos.
Segundo Danon, a campanha militar busca neutralizar ameaças consideradas diretas à segurança israelense, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento nuclear iraniano. Ele declarou que seu país adotará todas as medidas necessárias para impedir que Teerã adquira capacidade nuclear com potencial de uso militar.
O diplomata também afirmou que a liderança iraniana estaria reagindo sob pressão após ataques que classificou como precisos e direcionados a estruturas estratégicas. Questionado sobre possíveis alvos, incluindo instalações ligadas ao programa nuclear, Danon reiterou que a meta central da operação é impedir qualquer avanço que represente risco regional ou global.
Durante a coletiva, o embaixador foi confrontado sobre relatos divulgados pela imprensa estatal iraniana a respeito de um ataque a uma escola na cidade de Minab, no sul do país, que teria causado elevado número de vítimas. Danon disse não dispor de informações confirmadas sobre o episódio e afirmou que as forças israelenses atuam com base em inteligência militar e direcionam ações a alvos estratégicos.
A escalada do conflito ampliou a tensão diplomática e militar no Oriente Médio. Nos últimos dias, ofensivas e contra-ataques elevaram o risco de envolvimento de outros países da região, além de provocar impactos no mercado de energia e na aviação internacional.
Ao comentar o cenário político interno iraniano, Danon declarou esperar mudanças na liderança de Teerã, afirmando que acredita em um futuro diferente para a população do país. A declaração ocorre em meio a uma das fases mais delicadas da crise entre os dois governos, com repercussões que ultrapassam o campo militar e alcançam o debate geopolítico global.
Enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos, não há indicação de recuo imediato por parte das autoridades israelenses, que mantêm o discurso de continuidade das operações até que considerem a ameaça neutralizada.
