O Brasil encerrou 2025 com expansão de 2,3% no Produto Interno Bruto e alcançou a sexta colocação no ranking de crescimento entre as principais economias do G20. O resultado coloca o país à frente de economias como os Estados Unidos e reforça uma sequência de cinco anos consecutivos de alta.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou um PIB de R$ 12,7 trilhões no período. O indicador reúne todos os bens e serviços produzidos no país e é a principal referência para medir o desempenho da atividade econômica.
Entre os membros do grupo que já apresentaram números consolidados, a liderança ficou com a Índia, que avançou 7,5%. Na sequência aparecem Indonésia, China, Arábia Saudita e Turquia. O Brasil surge logo depois, superando ainda Canadá, União Europeia, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, França, Itália, México e Alemanha.
Apesar do desempenho positivo, o ritmo foi inferior ao observado em 2024, quando a economia havia crescido 3,4%. Técnicos da Secretaria de Política Econômica avaliam que a desaceleração está associada ao ciclo de juros elevados adotado para conter a inflação.
Desde o segundo semestre de 2024, o Banco Central do Brasil manteve trajetória de alta na taxa básica, que atingiu 15% ao ano em meados de 2025, permanecendo nesse patamar. A elevação encarece o crédito, reduz o consumo e tende a moderar investimentos, o que ajuda a frear a inflação, mas também limita a expansão da atividade.
Mesmo com o ambiente de política monetária restritiva, o mercado de trabalho mostrou resiliência e fechou o ano com a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE.
Para 2026, a expectativa oficial é de novo crescimento de 2,3%. A projeção considera perda de força da agropecuária, que teve papel relevante em 2025, e maior contribuição da indústria e dos serviços. A possível redução dos juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária e medidas de estímulo à renda e ao crédito também são apontadas como fatores que podem sustentar a atividade econômica.
