A Caixa Econômica Federal anunciou um conjunto de medidas emergenciais para moradores e empreendedores prejudicados pelas enchentes na Zona da Mata de Minas Gerais. O pacote prevê a liberação antecipada do Bolsa Família, suspensão temporária de parcelas de crédito e facilidades para renegociação de contratos em municípios com situação de emergência reconhecida.
Em articulação com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o banco informou que os beneficiários do Bolsa Família nas cidades afetadas poderão acessar o pagamento já no primeiro dia do calendário do programa. O adiantamento está previsto para ocorrer a partir de 18 de março e será repetido em abril, com o objetivo de garantir renda imediata às famílias impactadas.
Na área habitacional, clientes com financiamento ativo poderão solicitar a interrupção das prestações por até seis meses por meio do aplicativo Habitação Caixa. Também será possível incorporar parcelas em atraso ao saldo devedor e diluir os valores no prazo restante do contrato, mantendo as condições originais de juros. Os contratos contam com cobertura obrigatória para danos ao imóvel e para casos de morte ou invalidez permanente.
Para pessoas físicas, o banco autorizou a suspensão de até três parcelas em empréstimos pessoais. No penhor, haverá isenção automática de encargos por atraso na renovação pelo período de 90 dias, além da suspensão de leilões das garantias enquanto durar o decreto de emergência. Clientes que utilizam pacote de serviços poderão ter isenção de mensalidade por três meses, desde que não contem com outro benefício ativo.
Empresas também foram contempladas. Contratos de capital de giro, investimento e microcrédito poderão ter pausa de até três meses. Linhas para aquisição de máquinas e equipamentos terão carência ampliada e prazos estendidos para pagamento. Micro e pequenas empresas poderão solicitar flexibilização no resgate de aplicações financeiras, conforme regras contratuais.
No crédito rural, produtores afetados por perdas poderão pedir prorrogação de vencimentos. Cooperativas e agroindústrias também poderão negociar alongamento de dívidas mediante comprovação dos prejuízos.
Hospitais, incluindo santas casas e unidades filantrópicas, poderão requerer suspensão de até 12 meses nas parcelas, com possibilidade de pagamento apenas de juros ou incorporação dos valores ao final do contrato.
Para reforçar o atendimento presencial, um caminhão-agência foi deslocado para o município de Matias Barbosa, funcionando em horário comercial na praça central da cidade. A instituição também orienta que clientes utilizem os aplicativos oficiais e os canais telefônicos para solicitar os benefícios.
As medidas valem exclusivamente para municípios da Zona da Mata mineira que tiveram a situação de emergência oficialmente reconhecida.