Brasileira de 20 anos lidera ranking global de bilionários mais jovens

Amélie Voigt Trejes aparece no topo da lista da Forbes após herdar participação na fabricante brasileira WEG

Amélie Voigt Trejes, herdeira da WEG, lidera ranking de bilionários mais jovens do mundo (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

A brasileira Amélie Voigt Trejes, de 20 anos, passou a ocupar o posto de pessoa mais jovem entre os bilionários do mundo, segundo o ranking global de fortunas divulgado pela revista Forbes. A jovem aparece na lista de 2026 com patrimônio estimado em cerca de 1,1 bilhão de dólares.

A fortuna de Amélie está ligada à WEG, companhia brasileira do setor de equipamentos industriais fundada em 1961. Ela possui uma participação de aproximadamente 2% na empresa, herdada da família do empresário Werner Ricardo Voigt, um dos criadores do grupo e seu avô.

A fabricante catarinense se consolidou ao longo das décadas como uma das maiores empresas do país na produção de motores elétricos, automação industrial e soluções para energia. O controle acionário permanece fortemente concentrado entre descendentes dos fundadores, o que faz com que vários integrantes da família apareçam entre os principais acionistas.

Entre os herdeiros mais relevantes da companhia estão netos de três dos fundadores da empresa. O modelo de governança familiar contribuiu para manter o patrimônio entre os descendentes, ao mesmo tempo em que a companhia expandiu operações para dezenas de países.

Na lista global divulgada neste ano, Amélie aparece à frente de outros jovens bilionários que também herdaram fortunas empresariais. Um dos nomes próximos no ranking é o alemão Johannes von Baumbach, ligado a uma tradicional companhia farmacêutica europeia.

Além da jovem herdeira da WEG, outra brasileira chama atenção na relação da Forbes. A empresária Luana Lopes Lara foi apontada como a mais jovem bilionária que construiu a própria fortuna. Ela é cofundadora da Kalshi, uma plataforma financeira que permite negociar contratos baseados em previsões sobre eventos futuros, transformando projeções econômicas, políticas ou esportivas em ativos negociáveis.

O destaque de duas brasileiras no levantamento reforça a presença crescente do país em rankings globais de patrimônio, impulsionada tanto por heranças empresariais consolidadas quanto por novas iniciativas no setor de tecnologia e finanças.