O Irã reforçou nesta quinta-feira (12) que os navios que cruzarem o Estreito de Ormuz precisam coordenar suas rotas com a marinha do país. A medida foi anunciada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, em comentários divulgados pela agência de notícias Mehr.
Segundo Baghaei, a segurança do estreito é estratégica para o Irã, dada a importância da região para a economia e a segurança nacional. “Com os litorais mais longos do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, o Irã sempre arcou com os custos para proteger essa hidrovia estratégica”, afirmou o porta-voz.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, destacou que o país continuará usando o Estreito de Ormuz como alavanca contra os Estados Unidos e Israel. Ele também solicitou que países vizinhos fechem bases militares americanas em seus territórios e avisou que o Irã seguirá retaliando eventuais ataques ou pressões externas.
Baghaei acrescentou que, embora os navios devam coordenar suas rotas com a marinha iraniana, o país não pretende transformar o estreito em uma zona insegura. “A insegurança criada na região pelos Estados Unidos e pelo regime sionista pode afetar o movimento de navios. No entanto, o Irã não quer que esse estreito se torne inseguro, e os navios devem se coordenar com a marinha iraniana ao passar por ele para que a segurança marítima seja mantida”, disse.
O anúncio vem em um momento de forte instabilidade na região, com o mercado global de petróleo reagindo rapidamente. Os preços voltaram a superar US$ 100 por barril, refletindo temores de que a interrupção do tráfego no estreito — por onde passa cerca de um quarto do petróleo mundial — se prolongue por mais tempo, afetando o fornecimento energético global.
Especialistas alertam que qualquer tensão adicional no Estreito de Ormuz pode provocar impactos diretos nos custos de transporte marítimo e pressionar a inflação de combustíveis em diversos países, especialmente nos mercados mais dependentes do petróleo do Golfo Pérsico.
