A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou nesta quinta-feira que pretende concorrer a uma das vagas no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Segundo a ministra, a decisão envolve também sua saída do ministério nas próximas semanas para viabilizar a candidatura. Ela afirmou que a expectativa é deixar o cargo até o final de março, embora a data oficial ainda não esteja definida.
Tebet disse que a possibilidade de disputar a eleição vinha sendo discutida nos últimos meses com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar da confirmação da candidatura, ainda não há definição sobre eventual mudança de partido. Atualmente filiada ao Movimento Democrático Brasileiro, ela também tem sido associada a articulações com o Partido Socialista Brasileiro.
Durante o anúncio, a ministra destacou sua ligação com São Paulo, estado onde realizou estudos acadêmicos e onde recebeu parte significativa dos votos quando concorreu à Presidência da República em 2022. Segundo ela, a decisão de entrar na disputa foi tomada após reflexões pessoais e conversas com aliados políticos e familiares.
Natural de Três Lagoas, Tebet construiu carreira política em Mato Grosso do Sul. Foi deputada estadual, prefeita da cidade natal por dois mandatos e vice-governadora do estado. Em 2014, foi eleita senadora e ganhou projeção nacional ao participar de debates importantes no Congresso, incluindo a comissão que analisou o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Também integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, onde representou a bancada feminina da Casa.
Nas eleições de 2022, Tebet disputou a Presidência da República e terminou em terceiro lugar, com cerca de 4,9 milhões de votos. No segundo turno, declarou apoio à candidatura de Lula e posteriormente foi convidada a integrar o governo como ministra do Planejamento.
Com o anúncio da possível candidatura ao Senado por São Paulo, a ministra passa a integrar as movimentações iniciais para a disputa de 2026, que deve reunir nomes de diferentes partidos e lideranças nacionais em busca das duas vagas que estarão em jogo no estado.