A ministra Esther Dweck afirmou que o governo federal trabalha com a possibilidade de realizar um aporte de capital na Correios até 2027. A medida já estava prevista em contrato firmado anteriormente com instituições financeiras e faz parte da estratégia de recuperação da estatal.
Segundo a ministra, o repasse de recursos públicos pode ocorrer dentro do prazo estabelecido no acordo de financiamento firmado em 2025, que previa a possibilidade de injeção de capital entre 2026 e 2027. A tendência, de acordo com ela, é que a operação não seja realizada neste ano.
Além do aporte, a empresa avalia a contratação de um novo empréstimo como complemento às medidas financeiras em andamento. A alternativa é considerada parte do conjunto de ações voltadas a reorganizar as contas e garantir a sustentabilidade da estatal no médio prazo.
O plano de reestruturação dos Correios inclui uma série de iniciativas para redução de custos e aumento da eficiência. Entre as medidas estão a diminuição de despesas com pessoal, venda de ativos e o encerramento de unidades físicas.
A proposta também prevê a implementação de um programa de desligamento voluntário, com expectativa de reduzir significativamente o quadro de funcionários ao longo dos próximos anos. A iniciativa busca ajustar a estrutura da empresa à sua realidade financeira.
Em paralelo, decisões recentes ampliaram a capacidade da estatal de buscar crédito com garantia da União, o que pode facilitar novas captações. A combinação entre aporte público e financiamento externo é vista como essencial para viabilizar o plano de recuperação.
A discussão sobre o futuro dos Correios ocorre em meio a desafios estruturais enfrentados pela empresa, como a necessidade de modernização e adaptação às mudanças no mercado logístico e digital.
