A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em julgamento concluído nesta sexta-feira. Por unanimidade, os ministros acompanharam a decisão individual do relator, André Mendonça, que havia determinado a detenção no início do mês.
O placar final foi de quatro votos a zero. Além do relator, votaram pela manutenção da prisão os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes. Este último acompanhou a maioria, mas apresentou ponderações em seu voto. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido e não participou da análise.
A decisão também mantém presos outros investigados no caso, incluindo um familiar de Vorcaro apontado como operador financeiro e um ex-integrante da Polícia Federal suspeito de colaborar com o acesso a informações sigilosas.
O julgamento foi realizado no plenário virtual e consolidou o entendimento já formado na semana anterior, quando a maioria havia se posicionado pela continuidade das prisões.
Nos bastidores, o caso ganha novos desdobramentos com a mudança na defesa do banqueiro. A substituição da equipe jurídica é interpretada como um indicativo de possível negociação de acordo de colaboração com as autoridades. A transferência recente de Vorcaro para a carceragem da Polícia Federal em Brasília também é vista como parte desse processo.
As investigações apuram suspeitas de crimes financeiros, além de possíveis irregularidades envolvendo acesso indevido a dados protegidos. Uma eventual delação pode ampliar o alcance das apurações e trazer novos elementos para o caso.
