Revista Poder

BTG retoma operações de Pix após ataque cibernético com desvio milionário

Banco afirma que falha foi interna e que não houve acesso a contas ou dados de clientes

Instituição diz que valores foram em grande parte recuperados e reforça segurança (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O BTG Pactual começou a normalizar nesta segunda-feira (23) o funcionamento do Pix, interrompido preventivamente após a identificação de um ataque cibernético que resultou no desvio de cerca de R$ 100 milhões. A instituição havia suspendido o serviço no domingo ao detectar movimentações consideradas fora do padrão.

Segundo informações apuradas, a maior parte dos valores já foi recuperada. Ainda há uma parcela, estimada entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, que segue em processo de rastreamento pelas autoridades e pela equipe de segurança do banco.

A ocorrência não atingiu a infraestrutura do Banco Central nem comprometeu o sistema do Pix em si. O problema foi restrito a um ponto específico dentro da operação da própria instituição financeira, o que permitiu uma resposta mais rápida para conter danos maiores.

Assim que as irregularidades foram detectadas, o banco optou por interromper temporariamente as transferências via Pix como medida de segurança. A decisão foi tomada em conjunto com os protocolos de monitoramento do sistema financeiro, que identificaram o comportamento atípico nas transações.

O BTG informou que não houve invasão de contas de clientes nem vazamento de dados pessoais. A instituição também afirmou que reforçou seus mecanismos de proteção e mantém canais abertos para atendimento ao público.

O episódio reacende a atenção sobre a necessidade de vigilância constante no ambiente digital bancário, especialmente em sistemas de alta velocidade como o Pix, que ampliam a eficiência das transações, mas também exigem respostas rápidas diante de eventuais falhas ou tentativas de fraude.

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