Impasse político provoca longas filas e desorganização em aeroportos dos Estados Unidos

Falta de acordo no Congresso reduz efetivo de segurança e leva governo a acionar agentes de imigração para apoio

O Aeroporto LaGuardia, em Nova York, figura entre os mais impactados pela redução no número de agentes de segurança da TSA (Foto: Reprodução/ Getty Images via BBC)

A rotina em aeroportos dos Estados Unidos tem sido marcada por atrasos e filas extensas nas áreas de inspeção de segurança. Passageiros relatam espera de várias horas para acessar os portões de embarque, em um cenário que reflete um problema mais amplo ligado à paralisação parcial de serviços federais.

A origem da crise está no impasse no Congresso sobre o orçamento do Departamento de Segurança Interna, responsável por coordenar a segurança nos aeroportos. Sem a liberação de recursos, milhares de funcionários da Administração de Segurança de Transporte passaram a trabalhar sem remuneração, o que provocou aumento nas ausências e até pedidos de demissão.

Com equipes reduzidas, grandes terminais como os de Nova York, Atlanta e Houston registraram queda significativa no número de agentes em operação. Em alguns casos, a redução do efetivo comprometeu o funcionamento regular dos postos de controle, gerando filas que chegaram a se estender para fora dos aeroportos.

O impacto é ampliado pelo período de maior movimento, com milhões de passageiros viajando durante a temporada de férias de primavera. Diante da situação, autoridades aeroportuárias passaram a recomendar que os viajantes cheguem com horas extras de antecedência para evitar perdas de voos.

Em meio à escalada da crise, o presidente Donald Trump anunciou o envio de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega para auxiliar nas operações. A medida gerou controvérsia, já que esses profissionais não são treinados para atuar diretamente na triagem de passageiros.

Integrantes do governo afirmam que o objetivo é deslocar funções administrativas para liberar agentes especializados da segurança aeroportuária. Ainda assim, representantes sindicais criticam a iniciativa e defendem que a prioridade deveria ser a normalização dos salários e a recomposição do quadro de funcionários.

Parlamentares da oposição também demonstraram preocupação com a decisão, apontando riscos no uso de agentes sem formação específica em ambientes sensíveis. O impasse político, no entanto, segue sem solução imediata, mantendo a incerteza sobre quando o sistema voltará à normalidade.