Caminhoneiros param atividades no Porto de Santos em protesto contra cobrança

Greve de 24 horas reúne transportadores que contestam taxa para acesso aos terminais

Movimento ocorre sem bloqueio de vias, mas pode impactar operações logísticas (Foto: Reprodução/Diário do Litoral/ Porto de Santos)

Caminhoneiros que operam no Porto de Santos decidiram interromper as atividades por um dia em protesto contra a cobrança pelo uso de pátios reguladores. A paralisação está prevista para começar na manhã desta quarta-feira e deve mobilizar milhares de transportadores da região.

A mobilização foi organizada pelo Sindgran, que representa profissionais de Santos, Guarujá e Cubatão. A expectativa é de grande adesão, com concentração no pátio localizado em Cubatão, principal ponto de apoio logístico para o acesso ao porto.

No centro da insatisfação está o custo para utilização desses espaços, que funcionam como áreas de triagem e controle de fluxo de caminhões. Os trabalhadores afirmam que a tarifa, que pode alcançar valores elevados em períodos curtos, tem impacto direto na renda e na viabilidade das operações de transporte.

A categoria defende que a responsabilidade pelo pagamento deveria ser transferida para os terminais portuários, e não repassada aos motoristas. Para os representantes do setor, o modelo atual impõe um custo adicional que reduz a margem de ganho em um cenário já pressionado por despesas como combustível e manutenção.

Os pátios reguladores foram criados para organizar o acesso aos terminais e evitar congestionamentos nas vias próximas ao porto. Na prática, os caminhões aguardam nesses locais até serem liberados conforme a programação das cargas, o que pode gerar períodos prolongados de espera.

Segundo o sindicato, a paralisação será realizada de forma organizada, sem bloqueio de rodovias. Ainda assim, a concentração de veículos pode interferir no ritmo das operações ao longo do dia, com possíveis reflexos na logística do maior complexo portuário do país.