Histórias que remontam à estrutura de um dos grupos industriais mais tradicionais de Pernambuco voltaram a circular no meio empresarial, impulsionadas por disputas atuais envolvendo patrimônio bilionário. No centro das atenções está a atuação passada de um herdeiro ligado à família controladora e suas conexões com o setor imobiliário.
Durante o período em que ocupou posição de influência em uma das unidades industriais do grupo, o herdeiro teria protagonizado decisões que chamaram a atenção de funcionários antigos. Entre os episódios mais lembrados está a construção de uma residência de alto padrão em área isolada do litoral pernambucano, frequentemente citada como símbolo de uma fase marcada por gastos elevados.
Na mesma época, relatos internos indicam que teriam surgido questionamentos sobre a destinação de volumes expressivos de cimento produzidos pela empresa. A suspeita levantada por técnicos e funcionários era de que parte desse material teria sido direcionada a empreendimentos ligados a uma incorporadora, sem registro de pagamento formal.
Segundo essas versões, a compensação teria ocorrido por meio da transferência de unidades imobiliárias de alto padrão, em operações que não teriam passado pelos controles tradicionais da companhia. O caso teria provocado reação da direção do grupo e contribuído para o afastamento do herdeiro.
Décadas depois, essas relações voltam ao debate em razão de novos negócios envolvendo o mesmo personagem, agora conectados a disputas judiciais e à definição de ativos no processo de sucessão familiar.