Revista Poder

Rodrigo Bacellar é preso em operação da Polícia Federal após perder mandato

Ex-deputado e ex-presidente da Alerj foi alvo da terceira fase de investigação que apura atuação de organização criminosa

Autoridades apontam risco à ordem pública e ligação com organização criminosa (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar voltou a ser preso nesta sexta-feira em uma ação da Polícia Federal. A detenção ocorreu em sua residência, na cidade de Teresópolis, durante a nova etapa da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de ligação com atividades criminosas e vazamento de informações sigilosas.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base em elementos que indicariam risco à ordem pública e possível interferência em investigações em andamento. Após a prisão, Bacellar foi levado para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Esta é a segunda vez que o ex-parlamentar é detido no âmbito da mesma operação. A primeira ocorreu em dezembro do ano passado, quando ele chegou a ser liberado posteriormente mediante medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

De acordo com as investigações, há indícios de que Bacellar teria atuado para dificultar ações policiais, incluindo o repasse de informações confidenciais e a suposta orientação para retirada de provas em locais investigados. A apuração também aponta para possível vínculo com grupos criminosos com atuação violenta e influência em estruturas públicas.

A nova prisão ocorre poucos dias após a perda de seu mandato, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral. A decisão está relacionada a irregularidades apuradas em um caso envolvendo contratos públicos no estado do Rio de Janeiro. Com a cassação, será feita uma recontagem dos votos das eleições de 2022, o que pode alterar a composição da Assembleia Legislativa fluminense.

O nome de Bacellar também aparece em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que o acusa de envolvimento no vazamento de dados de uma operação policial. Entre os citados no mesmo caso estão outras figuras públicas e investigados por ligação com organizações criminosas.

Em nota, a defesa do ex-deputado afirmou não ter conhecimento dos fundamentos da nova ordem de prisão e classificou a medida como desnecessária. Os advogados informaram que pretendem recorrer da decisão na Justiça.

A operação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.

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