Correios registram baixa adesão a plano de demissão voluntária e prorrogam prazo

Programa soma pouco mais de 2 mil inscritos, distante da meta prevista pela estatal

Programa prevê corte de até 15 mil postos de trabalho até 2027 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Os Correios contabilizaram pouco mais de 2,3 mil adesões ao Plano de Demissão Voluntária até esta segunda-feira, número considerado abaixo do esperado pela direção da empresa. A meta estabelecida prevê a saída de até 10 mil funcionários ainda neste ano, como parte de um processo mais amplo de reorganização interna.

Diante da baixa procura, a estatal decidiu estender o prazo de adesão ao programa até o dia 7 de abril. Inicialmente, o período se encerraria no fim de março. A prorrogação busca dar mais tempo para que os empregados avaliem as condições oferecidas, incluindo benefícios relacionados à assistência médica.

O plano é uma das principais estratégias adotadas pela empresa para reduzir custos com pessoal e tentar equilibrar as contas. A expectativa é diminuir o quadro em até 15 mil trabalhadores até 2027, combinando desligamentos voluntários com outras medidas administrativas.

A iniciativa ocorre em meio a um cenário financeiro desafiador. Nos últimos anos, os Correios acumularam prejuízos bilionários, com resultados negativos consecutivos que pressionam a sustentabilidade do modelo atual de operação.

Para enfrentar a crise, a empresa também recorreu a empréstimos de grande porte e iniciou um plano de reestruturação que inclui revisão de despesas, venda de ativos e fechamento de unidades. A meta é reduzir gastos e recuperar a capacidade de investimento, evitando o agravamento das perdas nos próximos anos.

Apesar das ações em curso, a adesão abaixo do esperado ao programa de desligamento indica resistência entre os funcionários e impõe novos desafios à estratégia de ajuste da estatal.