A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta terça-feira que iniciará ataques a empresas americanas localizadas no Oriente Médio, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel. O comunicado, divulgado pela mídia estatal, inclui uma lista de 18 companhias consideradas alvos, entre elas Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing.
Segundo o texto oficial, os ataques podem começar a partir das 20h de quarta-feira, horário de Teerã, correspondendo a 13h30 em Brasília. A nota alerta funcionários das empresas a evacuarem os locais imediatamente e recomenda que moradores próximos se afastem em um raio de um quilômetro.
O Irã também divulgou que realizou ataques a duas instalações militares dos EUA na região. Uma delas, segundo o governo iraniano, seria uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos próxima à base aérea de Al Minhad, onde estariam cerca de 200 soldados norte-americanos. O outro alvo teria sido um alojamento militar no Bahrein, onde a Guarda Revolucionária afirma ter usado mísseis de precisão. Até o momento, os Estados Unidos, os Emirados Árabes e o Bahrein não confirmaram os incidentes.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que a ação visa retaliar a morte de cidadãos iranianos em ataques atribuídos aos EUA e a Israel. “As principais instituições envolvidas em operações hostis agora são alvos legítimos. Aconselhamos a evacuação imediata de funcionários e moradores das proximidades”, declarou a instituição.
O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou que forças americanas interceptaram dois mísseis lançados pelo Irã contra uma instalação militar, mas não forneceu detalhes sobre a localização ou danos.
As tensões entre Irã e Estados Unidos vêm crescendo desde o início do conflito no Oriente Médio, com bombardeios e ataques retaliatórios frequentes. Em resposta à ameaça iraniana, Washington já havia evacuado algumas bases na região entre janeiro e fevereiro deste ano, buscando preservar a segurança de suas tropas.
Além das companhias de tecnologia, bancos e fabricantes de equipamentos militares americanos também estão incluídos na lista de alvos, ampliando o potencial impacto econômico e estratégico da ação iraniana. Analistas internacionais alertam que qualquer ataque efetivo poderia aumentar significativamente a instabilidade na região e afetar o mercado global.