A ministra Marina Silva deixou nesta quarta-feira (01) o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas após três anos à frente da pasta. A saída ocorre em meio à preparação para as eleições de outubro, nas quais deve disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
Com a mudança, o ministério passa a ser comandado interinamente por João Paulo Capobianco, que ocupava o cargo de secretário-executivo. A transição já era esperada e foi confirmada pela própria ministra em comunicado público.
Ao se despedir da função, Marina destacou os resultados de sua gestão e afirmou ter cumprido os objetivos propostos no início do governo. Entre os principais avanços citados estão a retomada da política ambiental, a reorganização dos mecanismos de fiscalização e a redução significativa do desmatamento em diferentes biomas do país.
Dados recentes apontam que a devastação na Amazônia apresentou queda expressiva entre 2022 e 2025, com redução também no índice nacional. A ex-ministra também ressaltou a retomada do protagonismo brasileiro em debates climáticos internacionais e a construção de iniciativas voltadas à transição energética e à redução do uso de combustíveis fósseis.
No cenário político, a tendência é que Marina permaneça na Rede Sustentabilidade e integre a estratégia do governo de ampliar sua base no Senado. A articulação inclui o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer candidaturas alinhadas ao Planalto.
A disputa em São Paulo deve ser acirrada, com nomes competitivos na corrida pelas duas vagas em aberto. Levantamentos recentes indicam um cenário de equilíbrio entre os principais pré-candidatos, o que deve intensificar as movimentações políticas nos próximos meses.
