Ao falar em tomar o petróleo iraniano, Trump eleva o tom e pressiona por reabertura do Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA rejeita proposta de cessar-fogo e estabelece prazo para retomada do fluxo em rota estratégica do petróleo

Foto Reprodução IG

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, em uma declaração que reforça o tom duro adotado por Washington diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A fala foi feita durante um evento de Páscoa na Casa Branca, em conversa com jornalistas.

“Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americanos querem que a gente termine a guerra”, declarou o presidente, sinalizando que o objetivo do governo segue sendo encerrar o conflito, ainda que por meio de pressão política e estratégica.

Proposta de cessar-fogo foi considerada insuficiente

Durante a mesma conversa, Trump confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão. Segundo ele, o plano é relevante, mas não atende plenamente às expectativas dos Estados Unidos no atual estágio das negociações.

Mais cedo, o governo iraniano também havia recusado a proposta, argumentando que prefere discutir um acordo capaz de encerrar definitivamente a guerra, em vez de aceitar uma trégua temporária. A posição de ambos os lados evidencia a dificuldade de avançar em soluções diplomáticas rápidas para o conflito.

Prazo para reabertura do Estreito de Ormuz aumenta pressão internacional

Trump também reafirmou que estabeleceu um novo prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. Segundo o presidente, o prazo final é esta terça-feira (7).

A medida amplia a pressão sobre Teerã em um momento de forte tensão geopolítica e de preocupação com possíveis impactos no mercado internacional de energia. O fechamento do estreito, mantido pelo Irã há semanas, tem sido apontado como um dos principais fatores de instabilidade econômica e diplomática na região.

Mesmo diante das negociações em andamento, o presidente norte-americano indicou que os Estados Unidos não pretendem recuar rapidamente. “Poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”, afirmou.

O cenário permanece em evolução, com novas decisões e posicionamentos diplomáticos esperados nos próximos dias, à medida que a comunidade internacional acompanha os desdobramentos do conflito e seus efeitos sobre a segurança e o abastecimento energético global.