Revista Poder

Leilão do pré-sal amplia oferta e prevê 23 blocos em nova rodada

Áreas nas bacias de Campos e Santos entram no modelo de oferta permanente e aguardam interesse de empresas para definição de data

Oferta permanente inclui mais blocos e reforça exploração no pré-sal (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A próxima rodada de exploração de petróleo no pré-sal brasileiro contará com a oferta de 23 blocos, segundo atualização divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. As áreas estão localizadas nas bacias de Campos e de Santos, duas das mais relevantes do país em potencial produtivo.

A ampliação do número de blocos ocorre após a inclusão de novas áreas ao edital já existente. Com isso, o conjunto de oportunidades disponíveis para empresas do setor cresce e reforça a estratégia do governo de estimular investimentos na exploração de petróleo em regiões consideradas estratégicas.

Antes de serem disponibilizados, os blocos passaram por análises ambientais e receberam parecer favorável dos órgãos competentes. Também houve validação por parte das autoridades responsáveis pela política energética e ambiental, o que permite que as áreas avancem para a próxima etapa do processo.

Agora, empresas interessadas podem apresentar declarações formais acompanhadas de garantias. A partir desse movimento, a agência reguladora poderá definir a data do leilão, que só é realizado quando há interesse efetivo por pelo menos um dos blocos ofertados.

O modelo adotado é o de oferta permanente, que difere das rodadas tradicionais por não depender de um calendário fixo. Nesse formato, as áreas ficam disponíveis continuamente, permitindo que as companhias analisem dados técnicos e façam propostas no momento considerado mais oportuno.

No caso do pré-sal, o regime utilizado é o de partilha de produção. Nesse sistema, o critério principal para definir o vencedor não é o valor pago inicialmente, mas a parcela da produção que será destinada à União. Esse mecanismo é aplicado em áreas de maior relevância estratégica, onde estão concentradas as maiores reservas conhecidas no país.

Além da participação direta na produção, o Estado também arrecada por meio de tributos, royalties e outras compensações financeiras, o que torna o modelo uma importante fonte de receitas públicas.

A expectativa do setor é de que a nova oferta mantenha o interesse observado em rodadas anteriores, impulsionando a competitividade e ampliando a presença de empresas na exploração de petróleo no Brasil.

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