Irã afirma que ataques a ilhas interrompem cessar-fogo e ampliam tensão regional

Declarações do governo iraniano ocorrem em meio à escalada de violência no Líbano e novos alertas no Golfo

Fumaça é vista sobre áreas do sul de Beirute após bombardeio israelense no Líbano, em 8 de abril de 2026 (Foto: Reprodução/REUTERS/Mohamed Azakir)

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira, 8, que o cessar-fogo firmado recentemente foi violado após bombardeios atingirem áreas sob controle iraniano. Segundo o governo, as ilhas de Lavan e Siri, localizadas no Golfo, foram alvo de ataques, elevando o nível de tensão no conflito que envolve diferentes países do Oriente Médio.

As explosões foram registradas ao longo do dia e confirmadas por autoridades iranianas, que não detalharam a origem dos ataques. A ofensiva ocorre em um momento delicado, marcado por tentativas de estabilização após semanas de confrontos e negociações diplomáticas.

Em paralelo, Teerã anunciou uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A decisão foi justificada como resposta à intensificação das ações militares na região, especialmente após ataques atribuídos a Israel no território libanês.

Os bombardeios no Líbano deixaram centenas de vítimas em um único dia, segundo autoridades locais, e ampliaram a pressão internacional por uma contenção imediata das hostilidades. O episódio é considerado um dos mais intensos desde a retomada dos confrontos envolvendo o grupo Hezbollah e forças israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou que as operações militares continuam no Líbano, sustentando que o cessar-fogo não se aplica a essa frente do conflito. A posição contrasta com a de mediadores internacionais, como o governo do Paquistão, que defende a ampliação da trégua para todas as áreas afetadas.

Diante do agravamento do cenário, autoridades iranianas afirmaram que avaliam possíveis respostas militares, enquanto reforçam críticas à continuidade dos ataques. Ao mesmo tempo, lideranças internacionais intensificam apelos por diálogo e pelo respeito aos acordos firmados, em uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior.

O episódio reforça a instabilidade na região e levanta preocupações sobre os impactos econômicos e humanitários de uma eventual ampliação do conflito, especialmente em áreas estratégicas para o fornecimento global de energia.