Revista Poder

Gilmar Mendes elogia Messias e reforça defesa de nome ao Supremo

Declaração pública ocorre às vésperas de sabatina no Senado

Foto: Reprodução / Atricon

O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, manifestou publicamente apoio à indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte. Em publicação nas redes sociais neste domingo (12), o ministro rebateu críticas ao nome escolhido e ressaltou a trajetória do atual chefe da Advocacia-Geral da União.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias foi apontado para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. Para assumir o posto, ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado, em processo que inclui sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, marcada para o dia 29 de abril.

Na manifestação, Gilmar Mendes destacou a atuação de Messias à frente da AGU, citando sua participação em temas sensíveis para o país. Segundo o ministro, o advogado-geral teve papel relevante na defesa da soberania nacional e na atuação jurídica em casos levados ao Supremo, além de contribuir para debates envolvendo a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilegais.

A análise da indicação ficará sob responsabilidade do Senado. O relator do caso na CCJ será o senador Weverton Rocha, que deve apresentar seu parecer nos próximos dias. Após a sabatina, caberá ao plenário da Casa decidir, em votação secreta, se aprova ou rejeita o nome indicado pelo Palácio do Planalto.

Para ser confirmado no cargo, Jorge Messias precisará obter o apoio mínimo de 41 senadores. A expectativa é de que a votação final possa ocorrer no mesmo dia da sabatina, acelerando o desfecho do processo.

A indicação, no entanto, não ocorreu sem resistência. O envio do nome ao Senado levou meses e foi marcado por divergências políticas, inclusive dentro do próprio Congresso. Durante esse período, Messias intensificou sua articulação política, buscando apoio direto de parlamentares para viabilizar sua aprovação.

Com 45 anos, o atual advogado-geral da União construiu carreira no serviço público e integrou a equipe de transição do governo federal antes de assumir a AGU, em 2023. Considerado um nome próximo ao presidente Lula, ele reúne apoio dentro da base governista e agora aguarda o crivo do Senado para avançar ao posto mais alto da magistratura brasileira.

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