O governo federal pretende incluir uma nova exigência no programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas. A proposta prevê que cidadãos que aderirem à iniciativa tenham o acesso a plataformas de apostas bloqueado enquanto participarem do processo de regularização financeira.
A medida foi antecipada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e busca reduzir o risco de reincidência no endividamento. A ideia é impedir que recursos disponíveis, inclusive os provenientes de acordos firmados no programa, sejam direcionados a jogos online ou apostas esportivas.
A restrição deve abranger diferentes formas de pagamento, incluindo transferências via Pix e uso de cartões de crédito. A proposta faz parte do conjunto de contrapartidas exigidas dos beneficiários, que precisarão cumprir condições para permanecer no programa.
Além disso, o Desenrola 2.0 prevê o uso parcial do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como instrumento para quitação de débitos. Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos poderão utilizar uma fração dos recursos disponíveis no fundo para liquidar dívidas renegociadas, mediante autorização.
O modelo também deve oferecer descontos expressivos sobre os valores devidos, com redução que pode variar conforme o tipo de débito e a negociação com instituições financeiras. A transferência dos recursos para pagamento das dívidas será feita diretamente entre os bancos envolvidos.
A expectativa do governo é que o programa mobilize bilhões de reais em acordos e contribua para aliviar o nível de inadimplência no país. O lançamento oficial está previsto para os próximos dias, com apresentação detalhada das regras e critérios de participação.