Revista Poder

Relógio criado por Swatch e Audemars Piguet vira febre e alcança até 13 vezes o valor original na revenda

Foto Reprodução Instagram

A colaboração entre a Swatch e a Audemars Piguet mal chegou às lojas e já movimenta o mercado de revenda internacional. O modelo Royal Pop, lançado no último fim de semana, apareceu em plataformas especializadas sendo anunciado por até € 5 mil — cerca de R$ 29,5 mil — embora tenha chegado às lojas europeias por aproximadamente € 385.

A peça, resultado da união entre a relojoaria de luxo conhecida pelo icônico Royal Oak e a marca de perfil mais acessível do grupo Swatch, gerou filas em diferentes cidades do mundo e provocou forte repercussão entre colecionadores e fãs de relógios.

Filas, confusão e revenda imediata

O lançamento aconteceu exclusivamente em lojas físicas no dia 16 de maio e rapidamente causou aglomerações em diversos países. Algumas unidades precisaram interromper as vendas por questões de segurança diante do volume de pessoas nas filas.

Poucas horas após o início das vendas, o relógio já aparecia em sites especializados de revenda com valores muito acima do preço original, reforçando o movimento especulativo em torno da colaboração.

Segundo especialistas do setor, grande parte dos compradores parecia interessada mais no potencial de revenda do que no produto em si. A movimentação também reacendeu discussões sobre escassez estratégica e cultura hype no mercado de luxo.

Colaboração divide opiniões no universo da relojoaria

A parceria entre a Audemars Piguet e a Swatch surpreendeu parte do mercado justamente por unir uma das marcas mais exclusivas da relojoaria suíça a uma operação voltada ao grande público.

Enquanto alguns analistas enxergam a colaboração como uma forma de ampliar relevância cultural e atrair novos consumidores, outros questionam os impactos dessa aproximação na percepção de exclusividade da Audemars Piguet.

O lançamento também levantou críticas à logística adotada pelas marcas. Influenciadores e especialistas compararam o cenário às primeiras filas de lançamentos de smartphones e defenderam sistemas de reservas virtuais para evitar tumultos.

Estratégia reforça força das collabs no luxo

Apesar das críticas, a repercussão reforça como colaborações entre marcas de luxo e nomes mais acessíveis continuam movimentando desejo, filas e mercado secundário.

No caso do Royal Pop, o apelo não esteve apenas no design do relógio de bolso, mas também na raridade percebida, no peso cultural da Audemars Piguet e na força viral que esse tipo de lançamento ganha nas redes sociais e plataformas de revenda.

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