O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou apoio humanitário à Bolívia após uma conversa telefônica com o presidente boliviano Rodrigo Paz nesta segunda-feira. O contato ocorreu em meio à escalada de protestos que já entram na quarta semana consecutiva no país vizinho.
Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, Rodrigo Paz solicitou apoio do governo brasileiro diante dos impactos provocados pelas manifestações, que têm afetado o abastecimento em diversas regiões bolivianas.
Entre os pedidos feitos ao governo brasileiro estão o empréstimo de uma aeronave para o transporte interno de alimentos, o envio de produtos não perecíveis e uma manifestação pública de Lula em defesa do diálogo e da estabilidade institucional no país.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que há disposição para colaborar com a operação logística. Técnicos dos dois países ainda avaliam como a ajuda poderá ser executada e quais regiões deverão ser priorizadas. Até o momento, não há definição sobre o início da operação.
A Bolívia enfrenta uma série de bloqueios em estradas e manifestações organizadas por grupos que contestam medidas econômicas e cobram mudanças no governo. Entre as reivindicações estão críticas à política agrária, reclamações sobre a qualidade dos combustíveis e pedidos pela saída de Rodrigo Paz da presidência.
Os protestos têm provocado dificuldades no transporte de mercadorias e agravado o cenário de desabastecimento em algumas cidades. Em diferentes pontos do país, forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e bombas para dispersar manifestantes.
Em nota oficial, o governo brasileiro declarou solidariedade ao povo boliviano e reforçou a defesa das instituições democráticas. Lula também destacou a importância de que autoridades e movimentos sociais priorizem negociações para evitar o agravamento da crise.
O episódio amplia a atuação diplomática do Brasil em questões regionais e ocorre em um momento de instabilidade política crescente em países da América do Sul. A expectativa do governo brasileiro é que o apoio humanitário contribua para amenizar os efeitos da crise enquanto as negociações internas avançam.
